quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O velho é novo!

O porquê do Bagaço...

Quando nos falta alguma coisa ou quando nos sobra algum resto de alguma coisa ou quando simplesmente resta...aí é o bagaço!!

Contar restos de histórias (aqui representada pela clio) e quem sabe encontrar algum bagaço de sabedoria naquilo que a gente chama - rotina, é por assim dizer o apetite desse blog.

os restos
as sobras
os caroços
as cinzas
as ruínas
O BAGAÇO! 

Lugar comum não é o meu lugar...

“Historiador não é calendário!” - desculpa (ou razão) crítica para abrirmos mão do tempo cronológico e mergulharmos no mundo dos humanos – assertivos ou não, humanos! Do fazer no mundo, do ser no mundo, do resistir no mundo. Abrimos mão de datas? De certo que não. Quem sabe apenas (apenas uma zorra!) subjetiva-las já seja de grande valia. Tentemos...

O 15 de outubro é uma data histórica, signo e contexto, afinal, tudo tem um por que. Às vezes não sabemos, não quer dizer que não tenha.  Pra quem não sabe (qualquer Wikipédia elucida), 15 de outubro de 1827 foi o dia em que Dom Pedro I baixou um decreto acerca da criação e regulamentação da Educação Elementar no Brasil (Império), mas de fato vira o merecido dia de descanso do professor porque outubro é oficialmente o período da estafa escolar – vide os ombros caídos para frente acompanhados de olheiras protuberantes nos corredores de qualquer escola Made in Brasil (as Made in Brazil tem calendário diferente). Creia, antes de pensar que o feriado é do professor, pense que originalmente é de qualquer ser andante (vivos e mortos!) na escola, sim, porque escola cansa. Mas eu não estou aqui pra falar do significado da data, até porque o fato em si já reverbera múltiplas discussões. E como aqui é um bagaço, vou direto para o sumo.

(Você pode parar por aqui se quiser – nem sei se deveria ter começado)

Falarei de significante, da subjetividade da data no meu ser-no-mundo, inacabada e incompleta que sou. Pra mim a data é um vazio até a questão, até o porquê, afinal, porque professora? Na conjuntura em que o desistir e o resistir aplicam força de igual direção e intensidade e sentidos opostos, a questão martela a razão e a razão não responde, não como desejam, mas como eu quero. Ser professor é um Ser-aí, é uma existência que não se finda enquanto não há partilha, que não se cansa (mas cansa!) enquanto não troca, porque precisa ser dialógico e conflitante, porque precisa de crise(s), porque faz pensar – e pensar é a (des)razão da vida. 

Há beleza? Sim! Há tristeza? Quase sempre! Não é lindo como pensam, não é romântico como contam. Porque professor erra, e precisa errar se quer fazer pensar. Precisa do tropeço, precisa abrir mão do lugar comum, porque senão vira apostila, vira apontamento – e apontar não é o caminho. O caminho é o caminho. E aonde chegar? Aqui? Em lugar algum, porque professor não precisa de escola. A escola não precisa da escola. As estruturas são duras, são frias e o aprender é quente, é vital, como as pessoas, como o existir, como o pensar – e o pensar é a (des)razão da vida.

Porque professor sofre? Porque ele está só! Ele e sua subjetividade. Ele e seus conflitos. Ele e o seu ser-no-mundo. Acredite, você* é o que ele mais quer e o que ele mais refuga. Você é o desejo e a frustração. Você é e ele Ser-aí.

*Você: estudante, salário, vida social, formação profissional, aprendizagem.

Esse texto foi feito a base de Erva Cidreira, pegue leve.

Cidreira com Lacan, Heidegger e The Walking Dead.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu não costumo orar, não costumo rezar, eu não consigo acreditar nessas coisas, admito que está muito além da minha terrena compreensão, aliás, admito que só uma total ausência de tentativa de compreensão me faria acreditar, mas hoje...hoje, juro que pela primeira vez, depois algumas eventuais ocorrências de quase morte, eu fechei os meus olhos e pedi: Meus Deus não me diz que isso é verdade! Não foi assalto, estupro...foi um grito...um grito de socorro, eu estou aqui, estou pedindo sua ajuda, preciso de você...bem que eu tentei me esquivar, por anos eu pude ser outro alguém, poderia estar entre máquinas, poderia estar entre concretos, mas a minha [cruel] escolha me fez vivenciar aquilo, alguém, com seus sessenta e poucos anos me perguntando: professora, o que é órgão? Orgão? Sim, órgão! Não consigo saber qual foi minha expressão. Eu sei... eu vejo, ouço, leio, vivencio o que os enochatos de academia chamam de aberrações, todos os dias. Mas hoje, especialmente hoje, tudo o que eu não quiz acreditar aconteceu. Pensei, é o fim. Veja bem, não estou falando de uma criança com seus doze anos me perguntando o significado de uma palavra. Estou falando de alguém, que ao menos a experiência de vida já a teria mostrado, estou falando de alguém que fez chá pra neta ontem por ter tido ocasionais dores no estômago, estou falando de alguém cujo marido, irmão, teve um "ataque do coração", alguém que operou a vesícula...alguém que vive...e portando, alguém cuja vida não mais ensina. Algum ser, cuja palavra órgão nunca lhe disse nada? Nada? Acredite...eu não costumo banalizar sentimentos, não sei a que volume isso gritou aos meu ouvidos, e hoje estou me sentindo a pior das mortais...assumindo: TÁ TUDO ERRADO!

Vamos
Vamos assumir que tá tudo errado
Vamos assumir que não há mais o que ser feito a não ser começar TUDO de NOVO
Vamos assumir que nossas "sacolinhas ECo não fazem efeito"
Vamos assumir que temos errado há anos, ânus...milhares de ânus...
Sentados, esperando, agonizando, imundos...


ps.: Eu não sou professora de Ciências, talvez ela ouça essa pergunta várias vezes.

Enquanto os bancos estão em greve...

créditos: http://blogs.diariodepernambuco.com.br

a gente vai se virando como PhODE!

domingo, 27 de setembro de 2009

ahh, ela não conheceu o TOPA!

Acordei um bagaço...


...mas olhei além da janela,

respirei

sorri

mas pensei [pensar a (des)graça da humanidade]

e se isso aqui virar um bagaço?


Atentos: Lei Municipal 7.400/2008

O porquê do Bagaço...

Quando nos falta alguma coisa ou quando nos sobra algum resto de alguma coisa ou quando simplesmente resta...aí é o bagaço!!

Contar restos de histórias (aqui representada pela clio) e quem sabe encontrar algum bagaço de sabedoria naquilo que a gente chama - rotina, é por assim dizer o apetite desse blog.

os restos
as sobras
os caroços
as cinzas
as ruínas
O BAGAÇO!